22 de novembro de 2009

fazendo uma pequena pausa na tecitura do último trabalho deste cuadrimestre (último trabalho de algum seminário, porque faltam outros que não precisam ser obras maestras) utilizo este humilde espaço para perguntar-lhes se eu, deveras, não me importo com a opinião dos outros. não me importo? é verdade que não importa o que os outros pensem, minha verdade é a que vale? achei que era flexível. mas fiquei pensando nisso depois que o roomie comentou algo enquanto discutíamos sobre ir de metro ou de onibus. eu sempre prefiro ir de ônibus - menos quando estamos muito atrasados - e neste dia estávamos, mas o ônibus nos deixaria mais perto. no final das contas, como ele começou a discussão dizendo que eu NUNCA abria mão de nenhuma idéia, fomos de metro. será mesmo? fiquei pensando.

-
meu notebook mimimico com alma de mac não liga mais. viram? não se pode creer em uma alma.

-
desde quinta estou feito louca lendo textos pra responder duas perguntas de um trabalho que tenho de entregar amanhã 19h e ainda não desenvolvi nenhuma linha que faça sentido. me caíram os butiás dos bolsos lendo esses textos. minhas aulas de história da arte não serviram pra nada. a gente é muito burro. J. Berger é o cara. eu preciso desenvolver uma técnica para escrever textos argumentativos académicos me baseando na opinião deles. porque a minha humilde opinião não serve para nada. citando a professora ledesma, nosotros, los académicos, somos una fantochada.

-
podia ser pior. podia já ser agosto e eu podia estar enfrentando el tema de la escritura da monografia da especialização. ou pior. ali por setembro de 2011, quando a "tesina" vai ser a minha amante.

-
já contei que tenho um emprego e que é o mais legal do mundo? isso merece um post inteiro. mas é amiguinhos, eu tenho um emprego pra começar dia primeiro. e é divertido. e sim, voltei a ser vetor do capitalismo (gustavo galo cinza e a nossa senhora da bicicletinha já diziam).


boa noite, sucesso!

15 de novembro de 2009

tá dominado


oi :}

Parabéns pai, parabéns Fernando, parabéns vó Ida! Parabéns mãe e pai pelos 36 anos de noivado e parabéns pro tio David, que faz aniversário na terça. Consecutivamente todos eles, na seqüência de 14, 15, 16 e 17 estão, por algum motivo, merecendo as felicidades e eu, ingratamente, não estou conseguindo telefonar pro Brasil. E também não estou conseguindo acessar o emeesseene e mamãe ainda não tem Google Wave.

Aqui ta tudo bem, dias agitados de muito sono, filmes e leiturinhas amenas. Comprei 2 livros na última semana: La Buena Vida Según Hemingway e Sobre el Arte (pq agora sou phina e leio Marx e Engels sem me mandarem). Assisti um filme muito engraçado e triste que me fez pensar na última tentativa de aproximação. Haha. Lars and the Real Girl – totalmente recomendado para mulheres que não entendem porque alguns homens não lhes dão bola. Haha.

Que mais? Fiz uma entrevista de emprego em uma empresa ultra-phina e quase fiz uma entrevista em um call-center na província, ainda bem que descobri antes do que se tratava. Amanhã vamos pra mais uma, posso dizer que sou sortuda! :}

Ontem foi a Noite dos Museus, fomos num de brinquedos e futebol e assistimos a um teatro de títeres. Bem legal. Hoje chegou a pizza que pedi dia 14 de setembro. O entregador veio em patins. Era bem bonito, o entregador, e falou comigo em inglês, e perguntou porque eu tinha ficado tão feliz, e não, eu não disse que era por seus ricos olhos azuis, mas pela pizza que chegou! De brincadeira, ainda disse que com sorte ela estaria quentinha, depois de todo o tempo de atraso... e ele riu e me deu uma torta de limão numa sacolinha.

E o mais legal, viram que agora o tramela esta dominado? www.tramela.com.ar, graças ao @gabrieloy em alguns dias o blogspot vai pro espaço. \o/. Logo virá um post cheio de agradecimentos emocionados!


11 de novembro de 2009

TPM

Brinquei de Barbie até os doze anos de idade. Tive uma recaída aos 13, quando fui visitar uns parentes no Mato Grosso e passei uma tarde de domingo brincando com uma prima um ano mais nova – que já está casada, tem dois filhos e, imagino, um microondas amarelo – neste dia ela me passou piolhos – ela sempre, desde que comecei a ter cabelos, me passou piolhos nas férias. Nos divertíamos tanto.

Deixei de brincar de Barbie porque todas as minhas amiguinhas começaram a ter relacionamentos reais ou, pelo menos, começaram a se apaixonar platonicamente. Nesta época meu grande amor foi o Leonardo Di Caprio, mas eu abriria mão dele se alguma delas topasse brincar comigo. Fui deixando a fantasia, também, pois o segundo grau não é um ambiente propício para bonecas, mas para vinho de garrafa plástica, cigarros e pegação. No segundo grau eu tive dois amores platônicos secretos.

Meu primeiro beijo foi aos dezesseis, a última das amigas a ter "esta experiência delirante". Nem preciso contar que me apaixonei e que o moço nunca me deu bola, né? Nunca me deu bola vírgula, ano passado freqüentou o meu bar cativo na Santa Maria e me convidou pra dar um role. Claro que meus joelhos tremeram, mas só de lembrar o quanto chorei por ele (hahaha) empinei o nariz e disse que já era tarde. (rancor_mode_on).

Eu gosto muito da minha vida. Quando trabalhava, gostava muito do meu trabalho. Eu já adoro meu futuro trabalho – que nem sei qual será – e me vejo nele, super-me-divertindo nas madrugadas, pedindo empanadas por delivery e ensinando palavrões em português pra galere. Passo muito bem com meus colegas do mestrado. Fazer os trabalhos é um pouco pesado, mas consigo direitinho e tenho tirado boas notas.

Eu gosto muito da minha vida, mas é melhor quando estou apaixonada. Isso motiva. Impulsiona. Deixa a pele coradinha. Mas não é fácil, galere. Pouca gente leva a sério um amor levinho. Amor levinho não é putaria, não. Amor levinho inclui encontrinhos e casas separadas. Amor-levinho-bom desses que não te pressionam. Desses que se trocam e-mails surpresa, mensagem na madrugada e que tu chega a sentir saudade. Amor levinho pra escutar músicas bonitas, escrever poemas na bordinha do caderno durante a aula chata. Amor levinho pra comprar presente de natal e fazer um plano bonito pro final de semana. Ai ai.

Quando eu ainda brincava de Barbie, doze anos atrás, antes de beijar a gatinha da Barbie o Quen (m?) sempre a pedia em namoro. Depois do meu primeiro beijo, beijei um monte de gente, não sei quantos, não tenho um caderninho. Acho que foi pra recuperar os anos não-investidos. Mas sei lá, agora, com 24 anos, já não pega bem beijar um monte de gente, né? Meio que fui deixando de lado como fui deixando de lado as fantasias da Barbiel. E agora, José?

Eu não quero ter um apartamento com pé direito alto, fumar, beber conhaque de manhã e ter um gato. Na-na-ni-na-não.

9 de novembro de 2009

Prólogo a la Narración

Postura para lectura: 1- Tome la hoja con ambas manos; 2- Sienta la columna recta, desde el cuello hasta el coxis. Ponga las rodillas a la altura de la cadera y las plantas de los pies tocando el suelo; 3- Respire, inspire, exhale; 4- Rote la cabeza unos 25 grados, alineando la vista con el texto; 5- Proceda a leer de izquierda a derecha, de arriba hacia abajo.

Esta postura, según Jung, es la que permite que, al circular el aire por el cuerpo, los sentidos se conecten y haya una utilización racional y concentrada de acciones y tiempo. Esto favorece las sinapsis de las neuronas, y aún permite una más rápida conexión de los discursos que están en su memoria. Esta es la única manera posible de leer el texto que tienes entre tus manos.

[lector] – ¿Puedo sacarme los zapatos?
[autor] – Totalmente recomendable. Tienes que estar en conexión con la tierra.
[lector] – ¿La presencia de otras personas influye en la lectura?
[autor] – Si no tienes el poder de concentración necesario, influye. En tu caso, aconsejamos aislación.
[lector] – Si escucho golpes en la puerta, ¿debería cortar el proceso de lectura y abrir?

Unos zapatos tirados al costado del sillón. La luz baja, una música suave de fondo. El olor del papel y de la tinta, la cercanía del diccionario, lápices y la botella de agua con un vaso a medio tomado. Un hacha en la mesa ratona. Silencio. Un rastro de sangre. Una hoja en el piso.
Fin.
AREND y GUEVARA

-
tou bem feliz, esse texto a gente fez como exercício na aula hoje, tinham que ser 4 parágrafos e cada parágrafo tinha que ter uma sequência discursiva diferente. a gente escreveu em dupla, em 10 minutos, o professor corrigiu na hora e encontrou semelhanças com o Cortázar e com o poeta Jacques Prévert (Pai nosso que estais no céu…Ficai por lá! Que nós, Nós continuaremos na terra Que por vezes é tão bonita).
eu sei que essas aulas de escritura pouco tem a ver com o mestrado, rs, apesar de serem lá e de aparentemente a dedicação do professor estar bastante voltada a minha pessoa (ele fala em português comigo - amo), mas é a minha favorita. a favorita das prediletar. queria tarefa todos os dias.

7 de novembro de 2009

passiva

você não sabe, mas é bastante complicado disfarçar a angústia por uma espera inútil. você não imagina como eu te esperava quando marcávamos qualquer coisa. você quase nunca vinha. mas quando vinha sem avisar, me crescia uma alegria quase insuportável por estar ali. então eu ficava mais bonita. eu sei que você não fará nada, eu sei que não devo esperar absolutamente nenhum movimento seu. tem gente que é assim. eu sei. mas sempre fico querendo te dizer de como eu esperava você passar. cuidava pela janela do ônibus quando cruzava pela sua rua. esticava o pescoço e me punha nas pontas dos pés diante de qualquer multidão. ninguém sabia porque. talvez nem eu. você quase nunca estava lá. estou meio repetitiva, eu sei. mas queria quer você soubesse como eu te esperava. e que sou consciente de que essas esperas foram sempre inúteis.

5 de novembro de 2009

aniversariante do dia


nada como no ano passado. mas bem tranquila com relação as coisas que mais me importam. as pessoas, no caso, os meus amigos. são uns bonitos. e eu sou uma feliz. e uma feliz com motivos. já passou a crise da briga, infelizmente tenho um buenos días a menos pra dar, mas uma cozinha limpa todos os dias. o resto da comunidade agradece. hoje tive crise de cálculo renal outra vez. ontem fui na exposição do andy warhol e hoje numa mostra de animações ultra-tecno-lógicas, bem legal. acho que eu queria uma roupa nova pra passar o aniversário, mas meu dinheiro acabou. vai ter festinha-na-argentina. achei um cabelo branco agora pouco, dei um grito e quase chorei. vocês já viram o google wave? eu fiquei bem louca com isso. preciso de um emprego, parece. ainda quero passar as férias na província. sonhei que eu matava colombianos. haha.

3 de novembro de 2009

os gritos

o que acontece é que nunca havia levantado a voz e sentido meu coração disparar, querer chorar, querer agredir, ter pena. o que a gente faz com alguém que não entende o mais simples de uma questão óbvia? a gente conversa. a gente dialoga. né? escrevi uns dezoito e-mails pra alguem que nem fala a minha língua, todos polidíssimos, pedindo um pouco de respeito. nunca enviei. tive pena. o problema dele vai além do real. desconheço o passado. e me sinto mal por estar pouco me importanto. dar de ombros. virar as costas. ir embora. mas o que eu queria dizer hoje enquanto ele gritava algumas coisas desconexas no español mais inintendível que alguém já me proferiu eu não disse: VAI PROCURAR UM PSIQUIATRA. é isso. questão neurológica. maconha destrói células a longo prazo. paciência de gente com boa educação também. foda-se.


só mais um mês. foda-se. depois fui pro banheiro chorar e vomitar o chá.

-
e o que acontece é que nunca havia discutido. uma vez me chamaram de vadia e eu só consegui dar risada porque não sou do tipo baixo-nível. já briguei com meus irmãos, acho que discuti vez ou outra com a mãe. de namorico se teve troca de farpas foi pra terminar, com meus amigos só discuto por ideologias, na escola e no trabalho defendendo opiniões. acho tão ridículo brigar pelo fogão sujo. nunca me haviam levantado a voz. eu, pelo menos, nunca havia contestado no mesmo tom. quero que tudo isso acabe de uma vez.

-
"Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar....esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã. Já fiz isso, inclusive". Caio Fernando Abreu.

1 de novembro de 2009

O Glamour de Palermo

Moro num bairro bacana. Não o mais caro. Para mim, o mais divertido. Prédios menores. Casinhas. Um monte de verde. Ruas estreitas cuidadosamente adornadas por paralelepípedos. Caminhos seguros e iluminados. Fashion. Hotéis Boutique. Cafés charmosos. Feiras de design. Gente cool. Cool de enjoar. Livrarias e papelarias. Pra ir à faculdade caminho 3 quadras. Na volta o colectivo nos deixa na esquina. O mais longe que caminho para tomar um ônibus são cinco quadras. Nessas cinco quadras moram três mendigos. Ontem chovia e eu reclamava do cabelo arrepiado quando um rato cruzou por cima do saco plástico suado que cobria a cama de um deles, com ele embaixo.

29 de outubro de 2009

às vezes acordar. o braço esquerdo tão comprido, tão comprido que esticado toca o chão, tateia o celular e percebe que já passam das duas da tarde. em qual dos horarios? o daqui ou o de lá? a cabeça volta a afundar-se no travesseiro que tem o cheiro dela mesma. sente os pés no fundo do edredon de penas. com o braço direito, comprido, comprido, acaricia a barriga, os seios e coça as próprias costas. virar-se? as mãos unidas suspendem a nuca. lembra do sonho. pensa em anotar. desiste. às vezes acordar.

21 de outubro de 2009

atualização ou, mãe, tá tudo bem

a internet da dona guillermina ta muito ruim. até o google trava. a semana anda corrida. tem um colóquio mega bom acontecendo no mestrado e, pra minha alegria individual, a maioria dos exponentes são brasileiros. o nome é “geografia celulares”, pois vem junto com uma exposição baseada na temática das tecnologias móveis. o dia da abertura foi do caralho, uma função chamada “shader”, projeção de fachada sobre fachada. animação e música eletrônica em cima disso tudo. na sexta fomos a um parque de diversões que fica uma hora em trem da cidade. andei em três montanhas russas e deixei pra vomitar na saída do brinquedo mais idiota. jogamos guittar-heroe e dançamos naquelas maquininhas de adolescentes. aí faleci até sábado, quando estudei o dia inteirinho e de noite fui numa festinha na casa do pai do amigo de um amigo de um colega, que tinha uma banda chamada “no banda” e a primeira música era do Jorge Ben. domingo eu não lembro. além de estudar acho que fui ao supermercado. sim. isso, fui ao supermercado e comprei uma balança. segunda e ontem foi colóquio e estudos. Terminei da analisar um frame do Deserto Vermelho, o primeiro filme colorido do Antonioni, pro trabalho final de ética, e depois comparei as éticas kantianas e deónticas. bom, fiquei até as cinco da manhã comparando as éticas e já ir postar no twitter alguma reclamação sobre este meu estado de pânico acadêmico, mas aí lembrei que no ano passado eu estava em pânico por passar os dias diagramando ofertas de mercado e não é moralmente bom reclamar se não é de verdade e se nosso estado atual não é de paz interior.

ta, mas o mais divertido é que fiz uma aposta engraçadíssima com duas colegas, tem a ver com a balança e aulas de dança latina. fui dormir seis da manhã e as 10h tinha que rebolar no meio de outras 30 mulheres.

fotinhos do parque pra animar a festa. ah, esqueci de contar que perdi as calças em um brinquedo. tá virando moda eu perder as calçar nos eventos, depois conto os detalhes



18 de outubro de 2009

o detalhe

foi selecionado pro santa maria vídeo e cinema, incruzive, pra mostra nacional! alegria :}

Orgulhosamente Apresento

Dona Balança, a mais nova companheira de habitación desta que vos escreve. (a Dona Balança é igualizinha a esta aí, porém, digital - tinha que ser mais moderninha, néam?).